FANDOM


Machina-cannon-artwork-ffx
Muito tempo atrás, havia muitas cidades em Spira. Grandes cidades com machina — máquinas — para administrá-las. As pessoas se divertiam o dia inteiro e deixavam as machina fazerem o trabalho.
Wakka

Machina (FFX Original: 機械, Kikai?, lit. Máquina; FFXInt, FFX-2: マキナ, Makina?) é o termo usado para as máquinas elétricas em Final Fantasy X e Final Fantasy X-2.

HistóriaEditar

Alerta de spoiler: Detalhes sobre a história a seguir. (Pular seção)

De acordo com a linha do tempo oficial de Final Fantasy X Ultimania Omega, a machina foi inventado há mais de 3000 anos e tornou-se poderosa o suficiente para superar a magia. De acordo com Final Fantasy X Scenario Ultimania, o primeiro progresso em Spira foi provocado pelo poder da magia. O uso da magia dependia de fatores individuais e aqueles que podiam usar magia naturalmente tinham uma vantagem, enquanto aqueles que não podiam eram discriminados. Por isso, a era das civilizações mágicas foi uma época da desigualdade.

Quando a machina foi inventada foi revolucionário. Eliminou as desigualdades e espalhou-se por toda a Spira. A machina desenvolveu-se rapidamente, e coisas que uma vez pensaram ser impossíveis tornaram-se um aspecto da vida cotidiana. A fonte interminável de eletricidade fez das "cidades que nunca dormiam" uma realidade. A machina era uma alternativa para aqueles que não podiam usar magia, mas quando esta foi ultrapassada novos problemas surgiram. Algumas nações possuíam excelente tecnologia de machina, enquanto outras não, e uma nova era de desigualdade começou.

Como dito em Final Fantasy X-2.5 ~Eien no Daishou~ houve um mecânico chamado Alb, que criou uma raça chamada Bedohls, os seres humanos que não podiam usar magia, mas que se destacaram no uso de machina, e, inclusive, as usou para combater um mago de Zanarkand. O termo "Al Bhed" é uma corruptela de "Alb" e "Bedohls". Suas armas eram tão poderosas que eram mantidas sob vigilância o tempo todo. Especula-se que o seu poder foi o catalisador para a Guerra Machina.

Quando a Guerra Machina eclodiu entre Bevelle e Zanarkand, Bevelle usou principalmente machina para as armas enquanto Zanarkand dependia de seus invocadores, e acabou sendo devastada. Bevelle construiu um arma machina de poder indescritível, Vegnagun, mas esta foi considerada muito perigosa para a ser usada em qualquer hipótese e foi escondida nos subterrâneos de Bevelle. Perto do fim da guerra, a machina de alto nível de Bevelle deu-lhes vantagem e Zanarkand estava prestes a ser derrotada, mas os sobreviventes de Zanarkand foram transformados em fayth pelo invocador Yu Yevon para uma invocação em massa.

Para se proteger durante a invocação Yu Yevon reuniu milhões de pyreflies que estavam dispersas ao seu redor, formando uma armadura, que mais tarde viria a ser conhecida como Sin. Para não se distrair de sua invocação, Yevon "programou" uma série de instintos orientados em Sin, entre eles: atacar qualquer grande assentamento humano; atacar qualquer tipo de machina; responder à agressão com força devastadora. Mas Yu Yevon perdeu o controle de Sin e ficou preso dentro de sua consciência, a partir de então vivendo apenas para fazer invocações. Não estando mais sob controle, Sin atacou o assentamento humano mais próximo, destruindo a Zanarkand original e dizimando o exército de Bevelle que estava próximo à cidade.

Desse momento em diante Sin destruiu as cidades de machina, tornando-se um terror para todo o povo de Spira e unindo-os sob um medo comum. Os cidadãos de Bevelle então pensaram que o que Yevon havia invocado a partir dos fayth de Zanarkand era Sin, que estava por aí destruindo tudo como sinal da fúria de Yevon.

A filha sobrevivente de Yu Yevon, Yunalesca, transformou seu marido, Zaon, em um fayth para a Invocação Final e derrotou Sin. Porém, no momento em que a carapaça de Sin se rachou, Yu Yevon possuiu o Aeon de Zaon, e começou a criar um novo Sin em torno dele.

Com a "derrota" de Sin, um curto período de paz foi estabelecido em Spira, conhecido como a Primeira Calmaria, e os sobreviventes começaram a reconstruir Spira, focando em Bevelle. Yu Yevon regenerou Sin usando o aeon de Zaon como núcleo, e este novo Sin destruiu as civilizações de machina restantes, fazendo com que o uso machina começasse a decair. O Templo de Yevon foi estabelecido em Bevelle e a tradição de homenagear Yevon e Yunalesca, bem como a proibição de machina, foram adotados pelo mundo em geral. A nova religião estabeleceu que Sin era uma punição pelos pecados do povo, espalhando a história de que a Calmaria chegaria com a Invocação Final. Após o templo de Yevon ser estabelecido os Al Bhed foram responsabilizados pelo surgimento de Sin e executados aos montes, colocando-os, assim, à margem da sociedade.

A machina foi proibida por Yevon devido à sua natureza potencialmente destrutiva, exceto por algumas exceções (como a piscina esférica de blitzball). Os Al Bhed continuam a ser considerados hereges por sua rebeldia à doutrina de Yevon e também por sua recuperação e uso da antiga machina. Bevelle mostra sua natureza enganosa com seu próprio uso secreto de machina, conhecendo a verdadeira origem de Sin e que este não pode ser destruído pela Invocação Final. O Templo de Bevelle é repleto de Machina, e os seus exércitos utilizam armas de machina.

Em Final Fantasy X-2, o uso de machina se tornou mais amplo devido à queda de Yevon como a principal força política, embora muitos ainda estejam desconfortáveis em relação a isso. Como resultado, as novas machina foram chamadas de "máquinas". Os Al Bhed não são mais vistos como hereges, e, com o uso de máquinas se espalhando através de Spira, os hovers substituíram os chocobos na estrada de Mi'ihen.

Os spoilers terminam aqui.

Lista de machinaEditar

Algumas das machina mais conhecidas vistas em Spira são:

InimigosEditar

Em Final Fantasy X, usar o comando Steal derrota instantaneamente quase todos os inimigos machina. Crawler, Extractor e Oblitzerator são as únicas exceções.

Final Fantasy X Final Fantasy X-2


Outras apariçõesEditar

Final Fantasy Record KeeperEditar

Algumas machina aparecem como inimigos.

EtimologiaEditar

Machina é a palavra em latim para "máquina".

O conteúdo da comunidade está disponível sob CC-BY-SA salvo indicação em contrário.